Amazona

Amazona aestiva - papagaio-verdadeiro

O papagaio-verdadeiro mede cerca de 35 cm de comprimento e pesa 400g. Tem a fronte e loros azuis, a cabeça amarelada, o encontro das asas e base da cauda é vermelho. Seu bico é escuro e o restante do corpo verde. Quando jovem possui a cabeça toda verde. Sua voz é bem típica: “krik-kiakrik-krik-krik”, “kréo”. É conhecido por ser um bom “falador”.

Vive na mata úmida ou seca, próximo a rios e cerradões. Macho e fêmea voam tão juntos um do outro que o casal parece ser uma grande e fabulosa ave de quatro asas, o que se observa inclusive quando estão em bando. A melhor defesa que possui é ficar imóvel e calado. É freqüentemente “canhoto”, razão pela qual o pé esquerdo é melhor desenvolvido. Boceja ocasionalmente. Para dormir reúne-se em bandos.

Presente no interior do Brasil, no Nordeste (Piauí, Pernambuco e Bahia), Centro-oeste (Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso) e Rio Grande do Sul. Ausente nas áreas litorâneas. Encontrado também na Bolívia, Paraguai e Argentina.

Amazona amazonica - curica

A curica é de porte um pouco menor ao do papagaio-verdadeiro. Como características mais marcantes para separar as duas espécies, possui o espelho e a marca da cauda de cor laranja, ao invés de vermelho. O bico é amarelado na base, com o restante cinza escuro. Menos cabeçudo em proporção ao corpo, o adulto possui o alto da cabeça, parte da cara e a garganta amarelas. Na frente dos olhos e na testa passa uma faixa azul claro.
Possui uma série de vocalizações. Elas são mais assobiadas e suaves, algumas parecidas com as da maitaca (razão do nome trombeteiro). O casal em vôo mantém contato através de gritos mais longos e elaborados do que aquele. No período reprodutivo, pousa em galhos altos e começa a improvisar uma série de gritos e assobios.

Comum em florestas de galeria, várzeas, alagados com árvores e manguezais. Costuma pernoitar e se reproduzir em ilhas cobertas de mata. Vive em bandos de até 8 indivíduos, reunindo-se às centenas para pernoitar, quando fazem bastante barulho.

É encontrada da Amazônia ao Paraná, especialmente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Ocorre também na Colômbia, Venezuela e Guianas até o Peru e a Bolívia.

Amazona autumnalis - papagaio-diadema

O papagaio-diadema mede entre 32 e 35 cm de comprimento e pesa entre 310 e 480 gramas. A cor básica da plumagem é o verde, com a fronte vermelha. A coroa é azul, chegando está cor em maior ou menor intensidade até a nuca. A face abaixo dos olhos e as bochechas são de cor amarela, dependendo, no indivíduo, a quantidade desta cor nessa parte. A mandíbula inferior e superior têm coloração branca, com regiões mais ou menos cinza, dependendo do indivíduo. A íris é alaranjada.

Habita as florestas tropicais, matas de galeria e vegetação secundária. Observado desde o nível do mar até 1100 metros de altitude.

Sua distribuição estende-se desde o México até a Venezuela e o sul do Equador, havendo uma população disjunta no Brasil central.

Amazona brasiliensis - papagaio-de-cara-roxa

Ameaçado de extinção

Categoria/Critério: Ameaçada. Intensa caça coletiva; Destruição do habitat natural. A perda do habitat e as dificuldades encontradas nas tentativas de reprodução em cativeiro tem contribuído grandemente com a redução de sua população. Tráfico.

O papagaio-de-cara-roxa é um caiçara, verde, testa e loros vermelhos, vértice e garganta arroxeados, lados da cabeça azuis, orla olar encarnada, coberteiras superiores e terciárias chamam a atenção por serem orladas de amarelo, retrizes com pontas amarelo-esverdeadas, sendo as externas com faixas largas subterminais vermelhas e o bico cor de chifre.

Vive na Mata Atlântica do litoral sul de São Paulo e norte do Paraná. Antigamente sua distribuição ia até o norte do Rio Grande do Sul, mas parece que já foi extinto nesse estado e em Santa Catarina. Os papagaios-de-cara-roxa têm na Baía de Paranaguá os últimos redutos de suas populações.

Na Estação Ecológica da Juréia aproximadamente 40 indivíduos são residentes nos mangues e florestas de baixadas. É considerada uma das poucas áreas onde as aves em reprodução não sofrem perseguição de traficantes. A maior população reprodutora em São Paulo está na Ilha Comprida, entretanto a captura de filhotes por traficantes é alta. Na Ilha do Cardoso, considerada uma das poucas áreas onde a espécie está protegida a população foi estimada em aproximadamente 100 indivíduos. (Martuscelli 1995)

O papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) é considerado uma das mais ameaçadas espécies de papagaios no mundo. É estimado que há apenas entre 3.000 ou 4.000 deles soltos na natureza. Eles estão morrendo porque todos os anos, milhares são contrabandeados através das fronteiras, empacotados em grande quantidade em espaços insuficientes para todos eles. Desta forma, muitos deles morrem sacrificadamente durante a viagem de sede, pendurados, quebrando as asas ou simplesmente de stress (cansaço ou medo) que sofrem durante o processo de captura e transporte. Nove entre dez papagaios capturados morrem antes de chegarem ao destino final, ou seja, aos vendedores ilegais de espécies da natureza. Ele tem se tornado um símbolo na luta pela conservação de um dos mais ricos ecossistemas biológicos da Terra, a região da Serra do Mar e a região de Guaraqueçaba, no Estado do Paraná, região Sul do Brasil, no qual foi recentemente declarada pelas Nações Unidas como Patrimônio da Humanidade

Amazona dufresniana - papagaio-de-bochecha-azul

Não há registro dessa espécie no site

O papagaio-de-bochecha-azul ocorre no estado de Roraima e de forma rara ou acidental no Amapá.

Amazona farinosa - papagaio-moleiro

O papagaio-moleiro é a maior espécie do gênero, medindo cerca de 40 cm de comprimento. Possui ainda plumagem verde, coberta por um pó branco muito fino (farinosa - origem de seu nome científico), boné geralmente amarelo, azul e vermelho, bico e anel perioftálmico brancos, espelho alar vermelho e cauda longa com extremidade verde-clara.

Habita a copa de florestas densas, tanto em seu interior como nas bordas. Seu comportamento é semelhante ao de outros papagaios, com a diferença de que prefere florestas mais densas.

Presente na Amazônia e da Bahia ao leste de Minas Gerais e São Paulo. Encontrado também do México à Bolívia.

Amazona festiva - papagaio-da-várzea

O papagaio-da-várzea chega a medir até 35 cm de comprimento. Representante setentrional, verde de fronte e loros ferrugíneo-sangüineo-escuros tendo atrás dos olhos um pouco de azul; baixo dorso vermelho, caráter excepcional no gênero Amazona e que atrai durante o vôo, tal mancha falta no imaturo.

Vivem em casais, ou também em bandos familiares. Tem como principal predador as serpentes, as aves de rapinas e felinos como jaguatiricas e jaguarundis. Habita basicamente a região das densas florestas amazônicas.

É encontrado na região norte do Brasil e em países vizinhos.

Amazona kawalli - papagaio-dos-garbes

O papagaio-dos-garbes é uma espécie endêmica do Brasil, ocorre nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia

Amazona ochrocephala - papagaio-campeiro

O papagaio-campeiro chega a medir até 38 cm de comprimento, possuindo plumagem verde com fronte, pescoço e calções amarelos, encontro, espelho e nódoas na cauda vermelhos, e bico cinzento-claro.

Comum em áreas mais abertas, como bordas de florestas secas próximas a campos com árvores isoladas. Vive em bandos de tamanhos variáveis, podendo reunir-se, para descansar, em grupos de centenas de indivíduos.

Presente no Pará, Amazonas, Acre, Rondônia e norte de Mato Grosso. Encontrado também do México à Colômbia, Peru e Bolívia

Amazona pretrei - papagaio-charão

No papagaio-charão predomina verde no corpo. Cabeça com mascara vermelha, asa com penas coberteiras vermelhas e um pouco de azul nas rêmiges. Cauda com amarelo nas extremindades das penas. Nas patas há pequena polaina vermelha. Tamanho médio: 35cm e peso médio: 300g.

A espécie está intimamente associada às florestas com araucárias do nordeste do Rio Grande do Sul e sudeste de Santa Catarina durante o período de maturação das sementes do pinheiro-brasileiro, principalmente entre março e julho, quando os pinhões constituem o principal item alimentar dos papagaios. Nos demais meses do ano, contemplando seu período reprodutivo, o papagaio-charão distribui-se por uma ampla área, principalmente no nordeste, centro e sudeste do Rio Grande do Sul. Nesse período, ocupa uma paisagem caracterizada por pequenas formações florestais conhecidas por capões de mato, em meio a áreas abertas, hoje bastante antropizadas, constituídas por campos ou lavouras.

Ave típica do sul do Brasil, com ocorrência atual nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Amazona rhodocorytha - chauá

O chauá mede cerca de 37 cm de comprimento, com a fronte e base da maxila vermelhas, loro laranja, espelho alar e cauda com nódoas vermelhas.

Habita floresta tropical úmida tanto das baixadas litorâneas quanto das regiões altas do interior. Parece ser restrita a floresta primária densa por não se adaptarem as florestas secundárias ou que sofreram desmatamento seletivo. Existem poucos dados a respeito de sua biologia.

Categoria/Critério: Ameaçada. Intenso desmatamento provocado em toda sua área de distribuição; Declínio populacional; Exploração predatória. Tamanho populacional reduzido ou em declínio com probabilidade de extinção na natureza em pelo menos 50 por cento em 10 anos ou 3 gerações.

De Alagoas ao Rio de Janeiro, leste de Minas Gerais. Mata alta: em serras do mar e baixadas.

Amazona vinacea - papagaio-de-peito-roxo

O papagaio-de-peito-roxo chega a medir até 35 cm de comprimento, de plumagem arroxeada no peito, com aspecto escamoso e uma gola de penas alongadas, loros, fronte, base do bico, encontro e espelho alar vermelhos. Longevidade: 30 anos. Maturidade: 2 anos.

Habita as matas secas, pinheirais e orlas de capões. Seus movimentos são lentos e servem para melhor se ocultar nas matas.

Causas da extinção: caça, vive em florestas e pinheiros associados a ambientes campestres. Necessitam da disponibilidade de buracos de árvore (ocos de tronco) e fendas formadas pela decomposição dos troncos.

Ocorre no Sudeste do Brasil, sul do Rio Grande do Sul, oeste do Paraguai e nordeste Argentino

Referências